segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Fotos + Relatório dias 8-11 de Janeiro

Día 8 de Janeiro, 2007. Segunda-feira.

A un quilometro da saida de Santa Rita, o pneu do Inácio furou. Um prego entrou e saiu fazendo vários buracos na camera de ar. Depois de fazer tres remendos, percebemos que ainda tinha muito o que fazer. Quando estavamos pensando em amarrar com ligas a câmera para tentar dar um jeito, eis que aparece o socorro. Uma mulher vinha do sentido contrario nos ofreceu uma carona e lhe dissemos que não queríamos voltar. Más ela nos tranquilizou dizenda que ela faria o retorno e nos levaria para frente até encontrar uma borracharia (gomeria), e assim fomos. No caminho encontramos um posto policial rodoviário, e antes de ser interpelada, ela, adiantando-se delicadamente e subservientemente falou “Hola senor policía, entrontré esta gente en un lugar peligroso, y estoy llevándolos a una gomería. No hay problema, cierto?” E a polícia cavalerosamente respondeu, “Por Ud., señora, no hay ningún problema.” Isto não significa uma gentileza usualmente dos policias com o povo, más sim com o título que carregava aquela senhora, ou de fazendera. Más, assim ou assado, chegamos na borracharia 15 quilómetros de carona.



Consertamos uma camera e compramos outra. Andamos mais 15 quilómetros e o pneu de Inácio encontrou mais um prego. Paramos em frente da casa de um pequeno colono alemão-brasileiro-paraguaio (brasiguaio), o senhor Elemar. Onde eles nos permitierom que baixo de uma árvore frente de sua casa, ascender um fogo e fazer comida e remendo. Esse foi nossa primeira comida cozida na estrada com Matheus.

Seguimos mais uns 20 quilómetros já no final da tarde, e entramos uma família que saia de seu roçada na márgem do asfalto. Empurrando suas bicicletas levavam sacos de milho, abóboras, mandioca, etc. Descemos de nossas bicicletas e os acompanhamos igualmente os mesmos, empurrando-as. Chegamos juntos até sua casa. No caminho nos interamos de que faziam parte dum assentamento a 17 anos. Nos convidou para sentar-se, tomar agua e achamos interesante ficar aquela noite alí. E não houve oposicão, pelo contrário. Eles se prontificaram articular uma reunão com vizinhos e familiares naquele mesmo momento. Em menos de uma hora estavam todos reunidos. Apartilharmos a vivencia da estrada e o prejeto ciclovida e eles de suas dificuldades e resistência cercados pelo agronegócio. Entre as várias pessoas que estavam, entre eles Atonia e Antonio, Espedio, Elton, Noelia, Valda, Dona Zelia, e Fernando denunciaram que faz muito tempo que o governo Paraguaio não desapropria terra para trabalhadores. O exemplo é que aquele assentamento já está superlotado de famílias. Os filhos cresceram, constituiram famílias e não tiveram para onde morar e plantar. Além da problema das poverizações dos monocultivos aos redores, há também as pressoas que fazem os latifúndios para que eles vendem suas terras, oferecendo as vezes, dinheiro que eles nunca sonhavam de ter. Terminamos a noite nos confraternizando cantando canções.



Día 9 de Janeiro, 2007. Terça-feira.

Acordamos e fizemos algumas filmagens de, por exemplo, dos bichos amarrados por falta de espaço, como porcos, gado. Tomamos café e nos despidimos. Saimos em busca de um acamento de campesinos que nos foi informado de alí a 12 quilómetros.



Chegamos no acampamento San Sebastian, districto de San Rafael de Paraná, Paraguay. Lá encontramos os campesinos. Os mesmos nos receberam bem, e com muito ansiedade para falar de seus agravantes problemas relacionados aos landifundios que os cercam como a monocultura da soja. Conversamos com várias acampadas, entre eles Roberto Cabrera, que nos falou sobre as lutas deles por um pedaço de terra, inclusive revidicam a posse de um latifúndio pertecente a dois brasileiros. O acampamento está instalado em frente desta latifúndio repleto de soja. Há duas denuncias fundamentais de irregularidades: 1) a irregluaridade documental, 2) o disrespeito as própias normas do país no tocante a poverização com venenos que seria no mínimo de 300 metros de distancia da rodovia. As fumigações são feitas até a beira da estrada, não deixando espaço e nem proteção, e que a favor do vento o veneno contamina as pessoas que vivem a outra margem da estrada. Muitos pessoas que queixam de vários problemas de saude e até mortes em consequencia do veneno. Falam da morte do Senhor Roman Santi de 48 anos, de Pablo Campos de 56 anos, de Timiño Lagoñez. Denunciam, ademais, mortes por ações policiais em represália as suas lutas. Citando Nicolás Amarilia e Bonifacio Barrero sem aparentes motivos em frente ao acampamento, um desses tinha apenas 16 anos de idade. Há denucias também relacionas a escola. São 120 crianças em idade escolar quem tem que 16 quilómetros todos os dias se quizerem estudar. O que nem sempre todos fazem. Muitos adolecentes não estudam porque tem que procurar trabalho na cidade para ajudar os pais resistirem no acampamento. Outro problema grave diz respeito a saude. Além de terem facilidade para adoecerem (hoje), não há programa pública de saude. É pago desde a consulta médica ao remedio.



Seguimos a viagem, era meio dia, o sol muito quente. Paramos várias vezes para descansar do sol e beber água. No caminho nos encontramos com o companheiro Zé (quem trabalha como motorista de caminhão), o qual ficamos em sua casa em Santa Rita faziam 3 dias. O mesmo vinha anxioso tentando ainda nos rever na estrada. Contentamos-nos com o reencontro com o companheiro e seguimos. No final da cidade já noitinha, ficamos no posto e fizemos almoço e jantar e dormimos.

Día 10 de Janeiro, 2007. Quarta-feira.

Neste dia saimos sedinho e a fin de passar por uma escola agroecologica de que fomos informado no dia anterior. A escola, CECTEC (Centro de Educación Tecnológica Campesina), nos espantou e alegrou que dentro do Paraguai, no meio dos latifundios e as monoculturas que havia uma experiencia deste tipo. Lá conseguimos 2 litros de soja orgánica que levamos com receio de perder-las na passagem das fronteiras. Saimos apresados para fazer comida porque passava 2 da tarde nao haviamos nem sequer tomado café da manha. Paramos na frente para fazer comida na beira da estrada. Fomos abordados por policiais que exigiram nosso documentaçao. Nao havia nada de irregular, nos dexaram.



Continuamos. A noite paramos num posto de gasolina que nos permitiram armar as barracas. Fomos bastante acolhidos pelos trabalhadores alí com pao caseiro de milho e melao da horta do borracheiro. O temporal tao temido e esperado por Ivánia em fim caiu todo esta noite. Tivemos que mudar as barracas pelo centro do galpao do posto, mesmo assim corremos o risco de voar com tanto vento. Como prova temos registrado na filmadora os flagrantes do vento pegos por Matheus.

Día 11 de Janeiro, 2007. Quinta-feira.

Cobrimos as cargas com plástico e saímos de baixo da chuva pesada. Enquanto meredávamos pegamos uma carona de 10 quilómetros. Más a chuva continuo forte o dia todo. Pasamos numa oficina de bicicleta para revisar as bicicletas. Trocamos a corrente da bicicleta do Inácio e trocamos a bicicleta do Matheus por um mais adequado a seu tamanho. Andamos melhor, porem a poucos quilómetros dalí Matheus furou pneu. Nao demos jeito porque foi no pé do pito, e aí tivemos que colocar uma camera de ar largo de tamanho 26 no pneu estreito de tamanho 28. A pesar das dúvidas de que desse certo, a camera funcionou. Aí nao funcionou o jeitinho brasileiro, e sim o jeitinho libertário. Finalmente chegamos em Encarnación, a cidade que faz a divisa de Paraguai com Argentina onde outro lado fica Posadas. Devido ao cansaso, com barracas molhadas, e dificuldade de encontrar canto, decedimos pela primeira em todo trajeto da viagem pagar uma pensao barata.

...alguns imágens:









sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Ciclovida chega na Argentina

É com muito prazer que divulgo, em primeira mão:
Chegamos hoje em Buenos Aires, já encotramos os companheiros Piqueteiros de la Matanza, jantamos juntos, trocamos idéias até agora e amanhã a festa continua. Fomos esperados com uma caravana de crianças em bicicletas, foi muito lindo!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Direto do Pedal

Ciclovida escreveu:

Chegamos hoje na última cidade do Paraguay, Ecarnacíon. Amanhã entraremos na
Argentina.


Vamos que vamos!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Fotos de Paraná e Paraguai

Estamos atravessando o Paraguay. Aqui o agronegócio impera como no Sul, Sudeste e Centro Oeste do Brasil e como o latifundio expulsou os agricutores dos campos brasileiros para as cidades, os expulsou tambem para este País. Muitos brasileros vieram para estas terras atraídos pelas falsas propagandas das terras paradisíacas para a agricultura. Os brasileiros vieram servir de mão-de-obra barata e necessária para o agronegócio devastar estas terras, e quando as terras foram desbravadas, estão hoje sendo também sendo expulsos, tanto ´para as cidades do próprio Paraguay, quanto para o Brasil. Muitas famílias que estão voltando, ou querendo voltar para o Brasil, não têm perspectivas seguras, nem aqui e nem no Brasil, não tem como se incluir no mercado de trabalho cada vez mais excludente e nem nas terras que não necessita mais de seu trabalho, porque o agro negócio só trabalha com máquinas e venenos. Não há mais trabalhadores no campoe, nem do Brasil e nem do Paraguai. Para se livrar das ervas daninhas, no campo hoje se usa o veneno da Monsanto e para plantar passar veneno e colher, se usa as máquinas. Hoje, a Opção de muitos está sendo voltar para o Brasil direto para os ocupações da MST. Está ocorrendo uma fuca em massa os acamentos, muitos deles nas beiras de estradas e BRs. Passamos por muitos acampamentos onde encontramos até 80% dos ocupantes era recém chegados do Paraguai, e pessoas que moravam neste País ( Paraguai) bá mais de trita anos. Agora não tem como se encaixar na realidade brasileira que nã seja pelas ocupaçpões, aventurando ganhar um pedacinho de terra.
CICLOVIDA

Alguns imagens da viagem nos últimos 5 dias:

Instituto Técnico Educacional de Pesquisa Agrária - ITEPA, São Miguel do Iguaçú, Paraná:







Agora em Paraguai, en Ciudad del Este:




Atravesando a monocultura da soja (Campo Paraguaio):




Encontro com amigos Brasigaios (Brasileiros que moram no Paraguai):

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Notícia da estrada (28/11)

Dia 28/11/2006 - terça-feira - saimos pela manhã do barraco de Dirceu, companheiro que sempre nos apoiou e nos acompanhou nas atuividades daque la cidade. Estamos certos hoje de conversar com Zé Rainha. Fomos de carona com um companheiro do acampamento ate a praça, de la resolvemos tirar para a casa do Ze Rainha. Lá, o encontramos ainda em casa, que nos mandou que entrasse, e tivemos oma conversa informal sobre aquela situação. Sobre o complexo da COCAMP ali parado ele falou que foi um erro, falta de compreensão do processo históric, sócio-economicoo. É a forma impensada como o trabalhador entra no esquema de concorrênncia economica e o poderio economico da classe dominante o massacra, e que não tem esperança daquilo funcionar mais. Quanta a questão ambiental fala com pessimismo, dizendo que não tem como voltar atrás no processo de desenvolvimento. Deixamos aqui um questionamento, se não há uma contradição no que falou: Entre o não ser possível entrar na concorrncia do sistema e não ser possível ficar forar do desenvolvimente capitalista, quando falou taambem que "não dar para voltar atrás" no prcesso... Ali lembramos quando nos conhecemos em Madalena e Quixadá por ocasião da ocupação da fazenda do General Wica, no Sertão Central cearense. Dali no despedimos e fomos conhecer as irmãs de Santa Ana. Elas falam que não são paroquianas, e sim missionárias. Falam que o bispo de Presidente Prudente, Dom José Maria Libório aceita com tranquilidade sua opção pelas questõres sociais. Hoje estão tres irmãs que atuam ali nesta linha de psatoral, que sã: Irmã Ãngela, Luzinete e Iracema,. Já tem sofrido sansões inclusive da própria congrgação, tendo algumas vezes até que se ausentar
para outra paś, como Angela teve que ir para a Itália. Dali voltamos para os barracos, onde fomos nos preparar para viajarmos dia seguinte. A tarde recebemos um presente de umgarfo de madeira, muito bom para tirar macarrão em quantidade. Depois recebemos tambem uma colher de pau de MICHAEL TACANAHARA, ferita tamber por Zilian Viana Barreto (o Beterraba, seu apelido..) . Depois de muita descontração fomos dormir no barraco de Dirceu e Tezinha.

Direto da estrada (26/11 a 27/11)

Dia 26/11/2006 - Domingo - Chegamos na entrada da cidade de Tepodoro Sampaio, optamos
inicialmente por não entrarmos na cidade, e sim nos encaminharmos logo para um acampamento de sem trerra que já estávamos informados de que existia. Chegamos no acampamento Dona Carmem, onde logo encontramos a pessoa de Dirceu e Terezinha, duas pessoas que nos acolheram muito bem desde quando chegamos ali. Naquela mesma tarde, abrimos o saco de sementes, e apresentamos a atividade. Ficamos no barraco de Dirceu e dormimos no barraco do joão depois de muito conversarmos à noite.

Dia 27/11/2006 - Segunda-feira - Saimos pela manhã com Dirceu, Kelle, Edson e Inácio e Ivãnia. o Edson nos deu uma carona até na casa de Diolinda, pois queríamos conversar com ela e com o Zé Rainha. Chegamos pela manhãzinha e só encontramos com a Diolinda o Zé estaria viajando, porque dificilmente ele para nesse momento, principalmente com as perseguiçoes da justiça que não largam do seu pé. Falamos com Diolinda, a quem nos apresentamos como ciclovida, ela perguntou se tpinhamo cobertura de imprensa, lhe falamos que recusamos ser noticiados pela Globo atrvés de suas filiais pelo caminho. Ela nos disse que seria interessante que deixássemos a imprensa divulgar a atividade, que mesmo que ela minta e destorçamo, não consegue destorcer tudo. Pergutamos como era esta região anteriormente, ela nos disse que aqui era um centro natural biodiverso, ainda hoje temos o símbolo dessa biodiversidade no Morro do Diabo, que ficva para as bandas de Rosana. O Dirceu disse que os missionários tentaram muda o nome, de Morro do Diabo para Morro da Santa Cruz, mas nuca pegou. Este nome deve-se a um vento tempestuoso que descia morro abaixo, e as pessoa que viam aquilo acreditqvqm ser o diabo a soprar. Falamos em seguida do nosso objetivo,e ela nos aconselhou passar no assentamento Santa Maria, onde funciona a COPAVI. Esta é uma cooperativa de assentados, onde produz tudo coletivo e já há muitos avanços e uma boa experiência de agroecologia. Garantimos que passaríamos lá. Ivânia perguntou ccomo é aconteceo a divisão do MST nesta região. Ela falou que não aconteceu propriamente um racha e sim uma divergencia na formas de atuação. Hoje temos um jeito de pensar e de agir diferente. Entramos tamb´´ém no assunto da CONCAMP. Ekla falou que é uma cooperativa feita a partir de investimentos de recursos dos fundos do teto II, da época de FHC.Cconstituindo-se de:Despolpasdores de fruta; laticínio; armazennamento de grãos; tratores e caminhões diversos. Tinha a função de tira o atravessador da frtente dos trabalhadores. O fato de ter sido investido dinheiro que do teto II que tem que ser pago pelos trababalhdores, muitra gente ficou ficou inadimplente no banco por este dinheirro ser reembolsável pelo governo, pois era resto de dinheiro de projeto que pode ser aplicado em quallquer outra atividade. O José Rainha já foi até ouvido pela CPI. Os investimenntos foram em torno de R$ 3.000.000,00.Terminando o bate-papo alí, fomos para a COCAMP, que hoje está sob o controle da parte do MST divergente do Zé Rainha e Diolinda, bem com dos assentamentos e acampamentos acompanhados por esses. Na COCAMP encontramos a Andrea Aparecida, que trabalha como técnica da cooperativa. Ela falou que espera que um dia irá funcionar todo aquele complexo agroindustrial dos trabalhadores. Ela falou de experiências agroecológicas que estão sendo postas prática por comunidades e organização de mulheres. Exemplificou as sementes Mantiqueira Mogiana, onde só se plata natural, que falou que lá nesta região fica uma comunidade Vrgel, é la que tem um grupo de mulheres, isto fica eeem Jundiaí, em Mogi Mirim- SP. Há uma discussão sobre um bancco de sementres que envolvem umas 500 famílias. Ela nos recomendou também a COPAVI de Paranácity, assim ccomo o companheiro Dirceu. Ela falou tammbém das experiências dos SAFs (sistemas de agtro floresta ), que já existem 16 tentativas, com recuperação de solo com legunosas Está se tentando fazer a recuperação dos rios,. No assentamento Agua Sumida h´a experiRNCIA COM CRIAÇÃO DE PEIXE SEM USO DE RAÇÃO BALANCEADA. Há problemas de inadimplecia por não se ter podido responder as dívidads da produção. Estamos tentando construir as casas de beneficiamento da farinha orgãnica. Falou que já tem as pessoas certas que vão tocar aquela estrutura (da COCAMP). Vai se começar pela compra da mandioca para a farinha. Foi nos apresentado o companheiro do Assentamento Margarida Alves, Osmaarildo que a Andrea falou que este só planta sementes crioulas. Daí voltamo para o Acampamento e almoçamos na casa de seu Vidal Vieira de Andarade e dona Hilda Ferreira de Andrade. Eles são dois paraibanos que estão há dois anos nessa região de São Paulo, mas já morou 18 anos em Bŕasília, Toca músicas de Bberimbal , já toucou inclusive muitats festa e até nas rádios.Tocou várias músicas para nós, onde contava com a presença de de seu beterraba e de MICHAEL TAKANAHARA, tambem acampapado, mas filhe de alagoana com japonês. Depouis fomos novamente para a casa de Dirceu, onde conversamos até certas hora para no outro dia conversarmos com o Zé Rainha que nos mandou dizer que se encontraria na Praça Central de Teodoro Sampaio.