terça-feira, 28 de novembro de 2006

Notícias da Estrada (24/11)

Ciclovida escreveu:

24/11

Chegamos hoje na cidade do Mirante do Paranapanema, região reducionista do MST e Zé Rainha e de muitos assentamentos e ocupações de terra. Estamos perto do Paraná, devemos está chegando ainda esta semana em Teodoro Sampaio. O caminho se fez totalmente diferente do planejado. Tem sido muito bom. Quanto as sementes ainda faltam algumas espécies, mas que segundo algumas pessoas nós vamos encontrar no Pontal de Paranapanema, onde já estamos. Estamos visitando muitos assentamentos e acampamentos. Temos encontrado sementes com mais frequência nos acampamentos.

Deveríamos estar com o site em dia, mas aconteceu que nós passamos cinco horas no computador e quando estávamos concluindo, deu uma pane, então perdemos tudo. Estamos tentando recuperar a história, depois atualizaremos. (...) Devemos muito logo chegarmos em Foz do Iguaçu. Dia 10 (dezembro) deste devemos estar em Santa Catarina para um encontro.

(...)

Um abraço de Ivânia e Inácio.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Notícias da Estrada (28/10, 01/11 e 18/11)

Ciclovida Escreveu:

28/10
Olha cara já estamos Itumbiara, divisa de Goiás com Minas Gerais. Desde Ontem chegamos aqui, estamos num acampamento de s/terra e devemos ficar até depois de amanhã. Nos comunicamos, tá?

01/11

Estamos agora em Prata, uma codide do Triângulo mineiro, Vamos amanhã para um assentamento rural. (...) Abraços.

18/11

Oi Philipe! (...) Já estamos na metade do estado de São paulo, Já estamos em Araçatuba. Não fomos por São josé do Rio preto. Estamos há uns 100 km de Presidente Prudente Prudente, que já fica relativamente perto de Paraná. A rota foi mudada em função da nossa preferência de passar nos assentamento rurais. Vamos tentar passar por regiões de bastante assentamentos, que é o pontal de Paranápanema onde tem muitas experiências. Olha, a nossa falta com a página a um erro que cometemos no computador. Depois de 5 horas que um companheiro nos ajudou digitando, o computador deu uma pane e nós perdemos tudo. Vamos tentar mais na frente. Mas você pode colocar na página onde estamos. Abraços de Inãcio e Ivãnia.

Notícias da Estrada - direto do e-mail (26/10)

Ciclovida escreveu:

Oi cara! Chegamos agora às 5 da tarde na cidade de Morrinhos - Go. Há uns 150 km de Goiânia. Saimos de Goiânia terça-feira às 4 e meia da tarde. Esta região é foda, é só fazenda, hotéis e postos de gasolina. A disputa é grande com as carretas, e o pior é que a estrada está sendo duplicada e a construção compromete os acostamentos. daqui estamos saindo para Itubiara, limites de MG com Goiás. De lá devemos está indo para São José do Rio Preto- SP, SAindo em Marília e Londrina, de lá vamos estudar os casos que se apresentarem. Olha, dizem que pelas regiões mais agitadas. caso São Paulo, Curitiba, é fácil serem tomedas até as bicicletas pelas barreiras policiais, pois alí está feita só para veículos automotores. Mas no geral a viagem vai se fazendo viajando. Sempre tem pessoas que dizem por onde é melhor, e assim se vai fazendo.

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

solidariedade aos companheiros de Oaxaca

REPÚDIO AO ASSASSINATO DE BRAD WILL E SOLIDARIEDADE ATIVA AO POVO DE OAXACA E A TODOS OS LUTADORES

Companheir@s! Não dar mais para tolerar os massacres seculares deste sistema dominante. Chegou o momento de agirmos. Temos um aprendizado também secular. Há milhares de anos que somos subjugados pela lei da acumulação, pelas leis de propriedade, pela ditadura da civilização humana e desenvolvimento insustentável, pela obrigatória do consumo dos subprodutos de todas as formas de vida ceifadas para fortalecer a vida deste sistema ( que todos os xingamentos são insuficientes para classificá-lo. Compas indígenas do mundo, lebremos como era nossa vida na selva! Não existia mercado, não existia escolas, não existia hospitais, não existia fábircas de nenhum artefato que nos vendem hoje como necessário. Mas nós comíamos sem comprar, nós tínhamos ciências sem estudar, nós nos curávamos sem hospitais e nós fabricávamos os instrumentos que nos era necessários. O sistema do mercado nos enganou e roubou toda a nossa sabedoria e com ela toda a nossa autonomia, toda a nossa história, condicionando a nossa vida a sua existência; a existência da mercadoria mediada pelo nosso trabalho escravo e pelo dinheiro, o instrumento da escravidão antiga, moderna e contemporânea. Eles nos obrigaram a reividicar seus instrumentos de dominação como se fosem nossos direitos. Convencendo-nos disso, fazem-nos reividicar trabalho, saúde, educação, e inclusão no seu mundo; obrigam-nos a concorrer com nossos irmãos para crescermos na vida, para entrarmos na sua inclusão. Companheir@s de Oaxaca, de Atenco, de Chiapas, irmãos indígenas de todo o mundo, vamos pular fora dessa armadilha! Tod@s @s explorados deicemos de comprar, deixemos de vender, Vamos comer burgueses assados, do contrário estaremos fritos! T emos que dar as contas deste estado que cresceu em cima de nossa miséria. da escravidão de todas as formas de vidas, humanas e não humanas; da escravidão de todos os reinos: vegetal, animal e mineral para o seu luxo e bel prazer. Não mais produzamos riqueza com que os senhores nos massacram, não mais nos capacitemos para gerirmos essa coisa que se fortalece cada vez mais que um de nós se vende para ele, vamos sabotar sua máquinas, vamos emperrar sua engrenagens, vamos enferrujar sua vida. Vamos compas usar todas as nossas capacidade e forças para aniquililarmos com a dominação. Vamos vingar a morte do companheiro Brad Will e de todos o massacrados, negando a este sistema seu direito de existir.
CICLOVIDA


--------------------------------------------------------------------------------
O Yahoo! está de cara nova. Venha conferir!
Dia 28 de setembro de 2006,

Passamos o dia fazendo o relatório da viagem e comida na casa do Sérgio. Este ficou em casa o dia todo, pois estava de folga do trabalho. Depois deixamos para colocar o relatório no dia seguinte; mas desistimos ao nos depararmos com os preços exorbitantes da Internet q variavam entre 3 e 5 reais. Apenas passamos alguns e-mails e entrar em contato com o Grosseiro, do KRAP ( Koletivo de Resistência Anarco Punk).
Espalhamos as sementes para não mofarem com o tempo úmido.

Dia 29 de setembro de 2006,

Fomos numa feira, onde a Bartira encontrou blusas de apenas 1 real, na Estrutural e foi pintar para arrecadar finanças para a viagem. Ainda dividimos o dia em relatório, comida e colocamos no site a situação a qual nos encontrávamos, com Internet cara e sem dinheiro.
Ligamos a noite para a Barra do Leme, local do assentamento e fomos informados q a Margarida( filha do Inácio), estava bem e q o neném, estava em posição de nascer, podendo ocorrer até o final do próximo mês. Saímos de bicicleta, em busca de Internet barata, numa grande bicicleta; Sérgio, Ivânia, Inácio, Bartira, Rebert( filho do Sérgio), Iago( filho da Hilma). Nesta pedalada, Ivânia e Sérgio iam sendo atropelados, bicicletas em Brasília não são nada respeitadas. Internet ao preço q procurávamos não foi possível encontrar. Voltamos cabisbaixos, mas olhos arregalados pra frente pra não sofrermos ascidente.

Dia 30 de setembro,

Passamos o dia pela Estrutural, ocupando o tempo com relatórios e comidas. A noite fomos novamente para a casa de Zé Maria, onde nos descontrairmos até de madrugada, relembrando velhas histórias, menos a Bartira q foi dormir na casa de uma amiga, chamada Jana.
Dia 1 de outubro,

Passamos o dia atrás de não votar, justificando o voto, fomos de bicicleta Hilma, Iago, Rebert, Ivânia, Inácio, Bartira para o Guará; a bicicleta da Bartira deu problema, teve q se tirar a marcha de trás; conseguimos depois de muito esforço, de ir p um lugar e p outro, pois no primeiro q fomos não dava pra justificar o voto, até q conseguimos. Às 18h, tivemos nosso primeiro contato libertário com o pessoal do KRAP( Koletivo de Resistência Anarco Punk), o Grosseiro( q não tinha nada de Grosseiro, era bem gentil), O Bruce( q tbm não tinha nada de Bruce Willis), Tucú, e outro companheiro q não tivemos mais contato; contribuiu conosco com 20 reais e 1kg de feijão. Combinamos de nos “trombar” na segunda feira, pela Asa Sul.
A noite fomos encontrar com a Lindalva, madrinha da Bartira; o Sérgio foi conosco esperá-la na parada da segunda passarela. Fomos dormir por lá.

Dia 2 de outubro,

Fomos meio dia nos encontrar com os companheiros Grosseiro, Marcelo, Bruce e Tucú do KRAP, na Asa Sul 412, perto da Igreja Universal. De lá fomos para um Restaurante vegetariano, chamado Girassol, onde eles ofertam marmitas às 15h30, do q sobra, pra quem quiser chegar. De lá fomos na casa da Jana, amiga da Bartira.

Dia 3 de Outubro,

A Lindalva nos deixou até a UNB; procuramos autorização pra expor nossos materiais cordéis, blusas, zines etc, e foi negado pelo setor comercial da universidade, de lá nos dirigimos para coordenação do setor, e conseguimos colocar gratuitamente sem pagar a quantia exigida de 20 reais. Apareceu uma estudante de jornalismo q nos entrevistou, Amazoni, uma pernambucana. Em seguida fomos participar de um debate sobre vegetarianismo, da semana vegetariana q estava acontecendo no campus, onde assistims o filme: “Não Matarás” do Instituto Nina Rosa. Informamos a respeito do Ciclovida e algumas pessoas se aglomeraram em torno do material q colocamos em exposição, tendo contribuições mediante a distribuição do nosso material. Em seguida fomos pra casa da Lindalva onde fizemos um almoço-janta e a noite fomos nos encontrar com o KRAP em sua reunião no Cine Brasília, onde se planejou o protesto no Itamaraty, na quinta feira dia 5, ante a presença do presidente Caldeiron, um protesto contra a repressão e as prisões em Atenco e Oaxaca; México. Planejamos tbm uma oficina numa comunidade em Braslândia; onde encontraríamos a galera do MTD( Movimento dos trabalhadores e Desempregados) e onde participaríamos de uma oficina sobre os squaters.
A reunião contou com a presença de Grosseiro, Bruce, Estevão, Kled, Yuri, Marcelo, Raoni e nós. Dormimos novamente na Lindalva.

Dia 4 de outubro,

Passamos o dia na UNB, onde participamos novamente da semana do vegetarianismo, onde assistimos o filme: “ Terráqueos”. Depois fomos ao debate sobre xamanismo, no CA da Antropologia, onde conhecemos pessoas de vários coletivos, e encaminhamos um debate sobre o Ciclovida para terça feira, meio dia. Depois seguimos para a casa da Lindalva.
Dia 5 de outubro,

Passamos o dia em casa, descansando, pintando blusas, escrevendo e fazendo comida.

Dia 6 de outubro,

Fomos ao ato em solidariedade a Atenco e Oaxaca, conhecemos coletivos como ARDC ( Ação Rebelde de Dignidade Candanga), o pessoal do MPL( Movimento Passe-Livre), algumas pessoas do CMI ( Centro de Mídia Independente) e o Corpus Krisis. Saímos de lá direto pra Braslândia, onde nós e Estevão e Marcelo do KRAP, pegamos carona no ônibus. Chegando em Braslândia, cumpriu-se o encaminhamento, apesar de poucas pessoas da localidade. Recebemos milho dos Xavantes e Tupis guaranis, presenteado por Kolontain do Corpus Krisis. Contou-se com a presença de Felipe q ouvindo nosso relato sobre as dificuldades de atualizar o site, ofereceu seu computador para q pudéssemos realizá-la; tati e Kolontai do Corpus Krisis e com o KRAP e uma companheira do Espaço q trabalha no movimento de Consciência Negra, chamada Elza. De lá Ivania e Inácio pegaram carona com o Felipe q os deixaram na casa de Lindalva e Bartira seguiu com o pessoal do KRAP.

Dia 7 de outubro,

Passamos o dia em casa de Lindalva, fizemos almoço e Ivânia e Inácio foram de carona com ela para a Estrutural, para a casa de Sérgio e Zé Maria e Bartira ficou pela Asa Sul, pois ia sair mais tarde por lá. Inácio e Ivânia, tiveram conversas com o Zé Maria sobre a realidade da Estrutural e este falou q era um bairro q surgiu do lixo e vive desse lixo, como sua base econômica. Se o lixo desaparecer dali, a calamidade chega. É uma situação dramática, pois sendo o lixo, a sustentação daquela comunidade, há projetos q indicam a retirada dele, mas não existe um projeto de sustentabilidade q substitua o lixo. Nos informaram q existe um museu do sangue q surgiu com o q a Estrutural sofreu a partir de sua existência.

Dia 8 de Outubro,

Pela manhã numa conversa com o Zé Maria, ele tocou novamente sobre a questão do lixo; algumas vezes tentou entrar na atividade de catador do Lixão, mas sempre encontrou muita concorrência e dificuldades, é necessário tirar a carteirinha, q muitas vezes é concedida por meios exclusos.
Na casa de Felipe, nos encontramos os três, onde conseguimos colocar metade do site em dia de Capim Grosso, até o assentamento de Alagoinha, almoçamos com S. Luis Eduardo, o Dudu, pai do Felipe do Corpus Krisis. Bartira saiu mais cedo e Inácio e a Ivânia ficaram, onde conheceram a mãe do Felipe, também.

Dia 9 de Outubro,

Saímos para nos encontrarmos com outros companheiros para fazer protesto contra a embaixada do Chile, onde muitos anarquistas foram perseguidos. Mas infelizmente ao chegarmos, o pessoal já estava de volta do ato. Saímos para um bar, onde era proibido tocar flauta, no “piauí”, mas o ruído das máquinas roçando as gramas, superava qualquer outro som. Estivemos com vários coletivos e em seguida fomos tentar encontrar com a Ju Pagu, do CMI, q se prontificava a nos acolher com comida e computadores, fomos procurá-la no seu café, conhecido como Balaio. Esperamos de 16h às 19h, sem marcar com ela e descobrimos q era seu dia de folga, mas ela acabou aparecendo por volta das 20h, qdo já estávamos saindo. Tivemos uma conversa bastante agradável, onde trocamos várias idéias e tivemos vários contamos. Gosamos da sua boa hospitalidade e marcamos para almoçarmos no dia seguinte no seu café.
Voltamos para dormir na casa de Lindalva.

Dia 10 de outubro,

Saímos 11hrs e fomos realizar o debate no CA da Antro, na UnB. Foi uma discussão bastante interessante q contava com a presença de pessoas libertárias e autônomas. Houveram perguntas a respeito de família, os filhos da Ivânia e do Inácio, como ficaram após a viagem; sobre o avanço tecnológico em “benefício da humanidade”; sobre a construção sócio-político do assentamento na Barra do Leme, sobre os produtos naturais e orgânicos, criticamos a agricultura de grif, o naturismo como nicho do Mercado, o Grosseiro falou a respeito de permacultura; perguntaram sobre as sementes naturais: O q foi q encontramos e onde encontramos, respondemos q foi onde havia menos influência de órgãos culturais. O debate aconteceu em torno do q forma o nosso discurso, colocamos nossas preocupações, no q diz respeito a uma nova relação com a terra, sem o dinheiro pra intermediar nossas relações. Conhecemos outras pessoas do CMI, do Corpus Krisis, da ARDC q compareceram ao debate, como o Paique, Márcia, Rafael, Márcia, Pedro e saímos para o Café Balaio num encontro com a Ju Pagu de carona com a Márcia