sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Chegada de Brasília

Brasília, 27. 10.06

Chegamos em Brasília de carona, vindo de Santa Maria da Vitória com Jesuíno, conhecido como apois ou corujão e Costinha, a partir de Simolândia nos encontramos num só carro, o de Corujão. Ivânia e Inácio vinha com Jesuíno e Bartira com o Costinha. Fizemos uma boa amizade com eles. Corujão queria nos levar até goiânia, para conhecermos um pouco a estrada q iríamos percorrer de bicicleta. Ficamos de ligar para o mesmo no sábado, dia 30 de setembro para irmos com ele, se quiséssemos. Descemos em frente ao Extra, Ceasa em Brasília e fomos consertar os pneus da bicicleta do Inácio q estavam furados. Encontramos alguns homens na praça do Cruzeiro, Antonio e outros; q são do Ceará e da Paraíba e q coincidentemente eram de Quixadá e o outro de Cajazeiras, cidades natais de Ivania e de Inácio. Após o bate papo com esses, telefonamos para o Sérgio e companheiros já conhecidos desde o assentamento Mandú Ladino, Pentecoste; q nos deu a dica de como chegar na sua casa, na vila estrutural. Chegamos aproximadamente às 16 horas na casa do Sérgio, em seguida fomos para Hilma e Zé Maria, tbm do mesmo assentamento do ceará e voltamos para dormir na casa do Sérgio.
Obs.: deu problema no disquete, tínhamos feito até o dia 15 de outubro em Brasília, aí agora vai demorar mais pra por em dia. Já saímos de Goiania. Inácio e Ivânia continuaram a viagem e Bartira voltou em Brasília p ficar umas três semanas no santuário sagrado dos pajés com o Santxie, mas depois irá se encontrar mais na frente, p chegar na Argentina junto com Ivânia e Inácio e mais outras pessoas q tbm se encontrarão.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Musicas do Ciclovida...

Músicas do Ciclovida, gravadas em Brasília na casa do Diego, Thaís, Kollontai, Márcia, Felipe; contando com a presença de Everi, Bruce, Márcia, Rodrigo que ajudaram na percussão, vocais, flauta, companhia, diversão...Enfim, uma tarde muita tranquila e descontraída...
Eis o LINK http://xanta.milharal.org/~diego/Ciclovida_MP3/

De Bom Jesus da Lapa à Brasília...

Às 6 da manhã do dia 26 de outubro, seguimos até Santa Maria, avistamos muitas monoculturas, grandes fazendas,por onde o Rio Corrente passava. Onde havia pequenas propriedades não havia água. Passamos em frente à um grande território q pertencia à Fazenda Buzzato, lá fomos ajeitar à bicicleta do Inácio, paramos e acabamos conhecendo o segurança particular do Proprietário, q nos deu pão e café; depois outras duas pessoas, q eram gaúchos: Adriviani e Valdecir Brollo, q trabalhavam na fazenda. Um deles trabalhou com veneno naquela propriedade e teve como resultado disso, 20% de veneno no seu sangue. Conversamos um pouco, depois continuamos a viagem. Avistamos um circo e paramos outra vez para beber água. Encontramos pessoas bastante interessantes; A gorda, o João Arley... Conversamos bastante, eles queriam q ficássemos, mas tínhamos que seguir. Um pouco mais à frente, queríamos comer melancia, mas só tinha côcos à R$ 1,50, explicamos para o dono da venda q não tínhamos dinheiro e estávamos viajando para Argentina de bicicleta e q estávamos com sede, pedimos q barateasse; Ele, conhecido como José do entroncamento de Porto Novo ou jr., nos encheu de água de côco, côco e maçãs, foi bem 1 litro de água para cada um de nós. Conversamos muito. Se em cada parada não conhecessemos pessoas tão interessante e acolhedoras, seguiríamos com 150 km por dia, mas ainda bem que toda parada é fortificante e nos equilibra então acaba sendo por volta de 70 Km por dia.
Saímos de lá e chegamos rapidamente em São Felix do Coribe e Santa Maria da Vitória que eram ligadas por uma ponte.Chegamos num posto da cidade ( Santa Maria da Vitória) e todos vieram aproximar da gente para conversar, uma senhora da loja de conveniência nos informou sobre um grupo de mulheres que planta Hortaliças no Rio Corrente, na ponte que liga a cidade a outra; mas não souberam informar se eram naturais ou não acreditamos ser difícil a existência de algo natural naquela região, pois a muito uso de agrotóxicos dentro de monoculturas de banana, de mamão , além de produção de gado para o corte, conhecemos um cara que trabalhava numa ONG chamado Fredão e nos informou pouquissimas coisas da região em termos de sementes e ele trabalhava com bando de sementes.Parecia ser contra o agronegócio, mas usava um chapeu que o divulgava.Especificamente o trabalho da ONG era fazer um trabalho educativo, mostrando a importância da vegetação do cerrado, apresentando a utilidade de inúmeros frutos desta vegetação mas ele parecia tão distante de toda esta realidade, mas uma vez dormimos num posto na saída de Santa MAria. Devido a ausência de colaboração das ONGS.
No posto fomos em busca de carona devido a um deserto de 181 km que iríamos percorrer, fomos fazer comida e encontramos um casal com uma bebezinha linda de apenas 3 meses filha de uma baiana do Morro do Chapeu e um paraibano, a mulher já estava pegando a estrada com 8 meses de gravidez em busca de uma vida melhor rumo a Eduardo Magalhães saindo do Ceará e quando chegaram em Ouricuri em Pernambuco tiveram a menina, não deu tempo nem de resguardo e já foram viajar de carona e à pé.
Na busca de carona encontramos dois caminhoneiros chamados Costinha e Corujão com ajuda de outro companheiro tambem caminhoneiro que se sensibilizou com a nossa situação, nos levando direto para Brasília, fizemos uma grande amizade, sabemos que podemos contar com eles mais a frente...quem sabe.

De Beira Rio à Bom Jesus da Lapa....

Em Beira Rio dormimos, deixamos tudo arrumado para podermos sair às 5h da manhã, pois ultimamente temos tido pego a estrada muito tarde e um sol muito forte, consequentemente, fizemos algumas amizades por lá, conversamos pouco devido ao cansaço e cedo da manhã estávamos preparados.
Estrada suave, depois de tantos e tantos percursos ruins. O pneu da Bartira furou ao entrarmos numa comunidade q de início parecia assentamento, mas ao conversamos com Seu Valentim, ele expôs para nós, q era apenas uma pequena comunidade mesmo, mostrou sua realidade, pequenas plantações de milho, feijão e mandioca, nos ofereceu café e comida e água. A água de lá vem da serra, uma serra muito bonita e um pouco distante dali. Lá era bastante seco, muito semelhante ao sertao cearense. Um pouco mais a frente, pegamos uma grande ajuda, na entrada de Ibotirama para Bom Jesus da Lapa; uma carona com Raimundo.
Estávamos um pouco assustad@s, pois o caminhoneiro disse q depois de comer, lhe dava bastante sono e tomava muito arrebite e quando isto acontecia, ficava nervoso. Estávamos também com sono e tens@s ao mesmo tempo; e isto acarretou num fato bem engraçado. Nesta história de um olho aberto e outro fechado, um cansado e outro nervoso; Inácio e Bartira q acabaram assustando o Raimundo. Pois quando ambos deram uns cochilos, ao acordarem quase desgovernaram o caminhão. Primeiro o Inácio q dormiu, e ao acordar achava q quem estava dormindo, era quem estava dirigindo; foi então q advertiu isto ao Raimundo, de uma forma engraçada q o assustou.
Poucos minutos depois, a Bartira tirou uma soneca e num susto com uma curva ( já q estávamos apertad@s e sem muita segurança e ela se situava vizinha a direção); ia colocando a mão na cara de Raimundo,este foi até equilibrido e calmo e nós q parecíamos "arrebitados".Enfim,há de se desconfiar de pessoas q vc não conhece,e você ainda dar carona, sofre o risco e elas ainda põem a mão na sua cara, após um cochilo...rsrsrsrs
Têm tantas coisas interessantes q vivemos pela estrada q deviam serem filmadas para q possamos recordar com outras pessoas, mas...o diário é uma delas. A Estrada para Bom Jesus da Lapa era péssima, cheia de buracos e o calor insuportável dentro de um caminhão bastante apertado, tudo aquilo já estava ficando agonizante, foi um alívio chegar lá.
Em Bom Jesus da Lapa, ficamos até 20km depois, a conhecida Capital da Fé e da Banana transgenica, ainda em tempos de festividade religiosa do padroeiro da cidade, ainda bem q não paramos lá, pois estava muito tumultuoso. Nesta cidade se queima produção de melancia e manga, pra substituir por banana;pq é o q mais dá dinheiro naquela região, além da fé. Monoculturas e monoculturas de banana; ganhamos até um cacho de bananas verdes; a bicicleta do Inácio já dava até pra competir com algumas carretas...rsrsrsrs
Ficamos num Posto, onde a maioria dos caminhões carregavam bananas; fomos atrás de carona, já q naquela região não dava pra fazer um bom trabalho, pois havia latifúndios e latifúndios e poucos assentamentos, além de não ter cultivo de hortaliças. Então havia apenas um caminhão vazio, q ia sair às 18h e q podia nos dar carona depois de carregar, mas quando fomos atrás dele, já havia ido embora às 17h;no outro dia soubemos q ele havia morrido num acidente...UfA!
Fizemos comida, lavamos roupas, conhecemos pessoas interessantes naquele posto...S. Francisco, q também era cearense, o posto era bastante abafado, quente, mas acolhedor.
Dia 25 de setembro, seguimos adiante, numa pedalada bastante suave. Mas todo o caminho era consumido por agrotóxicos em grandes plantações e muitos locais de experimentações com bananas, bananas e mais bananas...Grandes criações de gado para o abate e exploração do trabalho.
...

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

De Lençóis à Beira Rio...

20 de Setembro de 2006,

Chegando em Batata, vimos outras duas mulheres do assentamento do Alagoinha.Depois andamos dez KM e pegamos uma carona quando o pneu da bicicleta de Bartira furou.O caminhão era cheio de pedras que ele carregava para construção, foi um grande risco que corremos!Em cima de todas aquelas pedras.Chegamos em Várzea Nova e almoçamos, e depois seguimos até o Morro do Chapeu.Lá estavamos nós em cima de alhos e de cebolas,no caminhão do Edgar que nos deu carona naquela estrada que não havia acostamento.Ainda havia o risco da presença de onças.Haviam mais 4 pessoas conosco, uma delas, era Seu Pedro Jacó, que era do Ceará, da cidade de Mauriti. Chegamos em Bonito e avistamos muitos latifundios e muitos territórios sujos. Lá era a cidade do café e do morango. Paramos em um bar, onde os caminhoneiros almoçavam. Comenhecemos o Geraldo, uma pessoa engraçada que trabalhava no restaurante. O Edgar, O Valdir e o Vagner que nos deram carona, eram muitos solidários e humildes. Seguimos com eles até em Wagner(cidade baiana), entramos no trevo pela Br principal. Eles nos deram uma proposta tentadora de seguirmos até MG, indo por onde eles iriam parar, A cidade natal deles chamada Guiné, onde diziam ser a cidade mais bonita da Bahia, mas preferimos ficar para seguir até Brasília, passando por Lençois e uma região que diziam ter uma comunidade alternativa, onde poderia haver sementes naturais.
Dormimos em uma escola abandonada, próxima a Br que iriamos pegar para Brasília. Haviam muitas paisagens bonitas aonde passamos, bastante arborizadas, e de vez em quando haviam latifúndios de café e morango e produções de pasto, que atrapalhavam as miragens.Muitas subidas sem acostamentos e sinais de onça, que segundo as pessoas que encontravamos diziam que haviam onças naquela região. Chegamos em Lençois.
Toda a caminhada retratou um lugar lindo e maravilhoso por Lençois, há doze km de Lençois, pegamos uma carona, um tanto muito estranha, várias pessoas haviam nos alertado sobre a polícia da caatinga dos perigos que corríamos.Támbem a respeito dos caminhões de carga que atropelavam ciclistas naquele percurso.E não é que pegamos carona com os políciais a doze KM de Lençois.Se para os políciais ajudarem são agressivos da forma que vimos ao nos oferecerem carona, imaginem como deviam ser ao punir alguém.Aceitamos, mesmo sem querer, o Inácio seguio sozinho pq não dava no carro. Corremos risco com isto, sabe lá do q eram capazes; já q podiam legitimar a violência.
Em Lençóis, conhecemos um outro viajante de bike, com muitas histórias p contar; era conhecido como Tio Zé, assim q nos viu de bicicleta, veio falar conosco, ele era um artezão do Pará. Conhecemos outro viajante de Brasília e depois dormimos no Posto, meios contubardos daquela cidade, onde o paraíso pertence a ricos. Muito linda, cheia de cascatas, rios e árvores, belíssima; mas cheia de "urubus" onde pessoas são confundidas com carnes frias e nem mesmo isto, coitados dos urubus... Animais não devem serem comparados com esta linguagem humana de mercado.
Uma pessoa nos informou sobre um assentamento q havia por lá, mas q era manipukado por uma ONG, não tivemos interesse, pq tudo ali, era vinculado ao dinheiro, ecoturismo e coisas banais; extremamente paradoxais ao nosso projeto. A mesma ONG, cobrava passeios por 80 reais.
No outro dia pela manhã, rodamos a cidade toda em busca de frutas ou algo barato p comer, mas as respostas eram revoltantes.
Consertamos as bicicletas e seguimos para Seabra, um trecho bastante arriscado, cheio de ladeiras e curvas, mas muito lindo, tanta beleza q revoltava e surpreendia. Revoltava por tudo aquilo ser privado e ser para turistas do dinheiro e surpreendia pelo o q a natureza é capaz, por ela resistir apesar de tanta destruição.
Chegamos em Seabra, lá o acolhi,ento foi péssimo, até banheiro era pago. Tudo era olhos de Mercado, as pessoas em sua maioria tratavam mal. Fizemos nosso almoço-janta, conversamoscom algumas pessoas e depois dormimos.
No outro dia saímos imediatamente daquele lugar de consumo, já estava ficando insuportável, saímos já um pouco tarde; encaramos subidas e mais subidas, conseguimos esvaziar um pouco as bicicletas. Descansamos para almoçar e conseguimos chegar até Beira Rio, logo após altos e mais altos, descidas de até 14km...
Chegamos enfim, a Beira Rio...

Assentamento Alagoinha...

Dia 19 de setembro,
Chegamos em Alagoinha,sem nos apercebermos q estávamos exatamente no assentamento indicado pela Nice e D. Tereza q conhecemos na Casa de Repouso em Jacobina, q havia ditoq tinha filha neste lugar.
Acabamos acertando intuitivamente a porta da casa do presidente da Associação, Almirzinho; para pedir informação. Explicamos o mov. Ciclovida e pedimos para termos uma discussão no assentamento a respeito de nossa preocupação com o meio ambiente e se era possivel um lugar para q podessemos fazer comida.Fomos fazer o almoço embaixo do pé de pau, o q chamou a atenção dos companheiras q passavam para casa de farinha, já era quatro horas e o almoço não estava pronto, perguntamos q cheiro era aquele q vinha da casa de farinha e as companheiras disseram q estavam fazendo tapioca. Veio de súbito a idéia de antecipar o almoço com uma tapioca, imediatamente perguntamos se era possível fazer uma tapioca para gente e a resposta prontamente foi sim, q apenas esperássemos um pouco...Depois de duas horas de espera, a companheira chegara, com um quilo de goma no saco, dizendo q era tapioca; para a nossa decepção. Não é q lá se chama tapioca, um quilo de goma? E o produto feito no caco desta goma ou povilho é chamado de Beiju. E tivemos q esperar mesmo, pelo nosso almoço-janta. Logo após acompanhamos as mulheres e crianças q iam para suas HOrtas, ao redor dos tanques, buracos d'água q existiam por ali.
É um encontro de muitos esforços, crianças e mulheres carregando baldes, garrafas, tambores de água; pela primeira nesta viagem, nos deparamos com iniciativas espontaneas de vários cultivos naturais, sem q fosse um trabalho q tivesse amparo institucional; el@s nem destinavam seus produtos ao mercado, a função daquele cultivo não era exatamente o mercado. No dizer de algumas delas: "Isto acontecia qdo sobrava". Nos ofertaram bastantes verduras e voltamos a noite para uma assembléia com a comunidade, onde pessoas já traziam sementes para a gente. Colocamos o projeto Ciclovida,ficaram muitos espantados sobre a distancia q percorremos em torno da questão das sementes, não imaginavam, diziam alguns, q o sistema já chegara a este ponto de impedir quem quer plantar seu alimento e não ter suas sementes e outro dizia, q este sistema é capaz de muito mais por dinheiro. Preocupados, muitos se disponibilizaram de procurar mais sementes em outras comunidades e sugeriram para q ficássemos mais um dia, para conhecermos outras regiões vizinhas e nos ofereceram a sede da associação para nos abrigarmos.
No dia 20 de setembro, fomos visitar uma comunidade chamada mulungu,onde havia alguém chamado Joelci lopes barreto q guardava bastantes sementes, quem nos apresentou a ele foi um rapaz chamado Adilson da comunidade Alagoinha. Lá nos doou soja, feijão branco, mané josé, feijão de corda, fava, milho, pinha, quiabo, nescafé, tabaco, maxixe, handu, mamona, aroeira, cabaça de cobra, feijão corujinha, abóbara e vários tipos de melancia. Mas aconteceu algo muito estranho na sua terra, quando comprara sementes vindas do Juazeiro da Bahia, de repente sua melancia natural, estava ficando madura, ainda pequena e ele dizia q seu sabor era muito saudável, daí isto já parecia tá interferindo na sua plantação de mandioca; havia uns pés bastante esquisitos, mas q ele achava muito bonitos. Joelci parecia querer experimentar todas as possibilidades do seu solo, muitas novidades estavam acontecendo nele; só não sabia q cientistas ligados a empresas, faziam experimentaçoes semelhantes e q ia arrecadar na falta de produção dos pequenos agricutores. Ele dizia q guardava muitas sementes, mas não plantava hortaliças pela ausência de água. Enquanto faltava pra ele, para grandes agricultures q eram seus vizinhos, sobravam.
Saímos de lá e fomos para outra comunidade chamada Barreras, com a companhia de Nice, Adilson, Ueldis para falarmos com Renilda, filha de d. Tereza, q conhecemos em Jacobina. Lá D. Renilda e seu companheiro Eulálio,nos deu várias sementes, dentre elas; alfazema, quiabo, sorgo branco e preto, quiioio ( Medicinal para gripe, febre e tempera-se comida tbm, espécie de alfavaca), dali fomos para seu Dinho e Djaci, conhecido por deja; nos deram pimentao em seguida fomos para Rosa Benedita q reside com a sua filha Sara, esta era apelidada de Roseira; trabalha em tudo, da roça a cidade; uma senhora bastante disposta e dela recebemos muitas sementes; abóbora,melancia, tomate, limão, cabaça, handú... E qdo voltamos ajudamos o pessoal nas suas hortaliças, junto com carmelita, nega, adilson e criançadas, agoamos, tiramos fotos e voltamos. Fomos fazer o jantar na casa da NIce; depois rolou uma brincadeirade teatro com a criançada e fomos dormir; para acordamos bem cedo no outro dia e irmos embora.
Muitos queriam q ficássemos mais tempo, mas infelizmente tínhamos q ir. Muitas saudades de todas aquelas pessoas tão simples, tão solidárias e companheiras... e então, seguimos adiante.

Pequena consideração sobre jacobina, os pés da Chapada Diamantina...

Lugar bonito, cheio de ladeiras, entre serras, asfaltos, cascatas e tradições; inclusive de preciosos minérios; como ouro e outros mais...Próximo as cidades,como Ourolândia, Serrolândia, nos anos 80 e ainda hj;muitos garimpos, extrações, mineradoras. O cordão de pobreza e violência é muito grande, serras danificadas a troco de nada, apenas diversões ou espécies de fascinação pelo fogo ou pela desgraça; coisas bastante inesplicáveis.
Muito visível um comportamento agrssivo, dentro de uma cidade pequena; inclusive comunidades anteriores a nossa chegada em Jacobina, pediam para q não dormíssemos em postos nesta localidade, pq podíamos sermos atingidos por este surto. O q nos fez, procurarmos hospedagem na casa de repouso Naturale cooperativa tbm compreendeu como estávamos vulneráveis.
No entanto, saímos de lá mortos de saudades.

domingo, 8 de outubro de 2006

A partir de Jacobina...

Dia 18 de setembro,
Dividimos o dia em concertos de bicicletas e visita a "fazendinha" ( uma experiencia missionaria com os adolescentes do bairro em agroecologia).
Dia 19 de setembro,
partimos depois da merenda, depois muitas conversas e despedidas e fotos e depois de conhecer duas crianças lindas e ao mesmo tempo violentas, ensaiando bateria com latas e caixas, gozando a suspensao da escola, seus nomes eram Fabio e Anderson.
seguimos pelo morro do Tombador,uma ladeira enorme, bastante cansativa, mas quando ja tinhamos andado com as bicicletas uns 3/4 de ladeira, esgotamos as energias e sentamos na beira do asfalto, eram 12h30; quando de repente, um caminhoneiro passou e se sensibilizou e parou, deu uma carona de uns 15km, ele ia ate dar mais; mas avistamos o assentamento indicado por nice; Alagoinhas. Paramos na localidade, ha 6km da cidade de larjes do batata.

Obs;
Como nao estamos com tempo suficiente, para por o relatorio mais detalhado em dia, vamos parando por aqui de forma incompleta, ate encontrar uma outra boa oportunidade. Pedimos desculpas pela demora e agradecemos a paciencia e o apoio do companheiro felipe do coletivo corpus krisis, q nos disponibilizou seu computador.
enfim...
Abraços libertarios!
Ciclovida.

relatorio mais detalhado...De Capim Grosso a Jacobina

11 de setembro...( Capim Grosso-BA)
Terminando o dia, nos encontravamos sentados na calcada de uma lan house (Inacio e Ivania) e Bartira estava dentro, findando a atualizacao do site; de repente aparece um vendedor de briquedos (bolinhas de borrachas p crianças)este senhor chamava-se Dão, nome q nos deu, qdo lhe pedimos uma informaçao;este dizia-se primo do Lula,e lamentava-se de uma morosa questao da justiça pra reaver sua propriedade, uma fazenda rica em minerios auriferos, pedira uma força ao Lula, presidente e seu primo, q lhe respondeu vc e mais rico q eu e vc vai ganhar esta causa e ainda vai me emprestar dinheiro; embora nao tenha sido esta a informaçao q pedimos, a informaçao q queriamos era onde podiamos passar a noite naquela cidade de forma mais segura e sem pagar. Ele depois de nos deixar a par de toda a sua historia, nos informou q havia o albergue, um abrigo q dava dormidas aos mendigos e peregrinos. Entao agradecemos e nos dirigimos ao local indicado. Encontramos o albergue São Cristovão, fomos recebidos por Edivaldo e sua companheira Ana; la encontramos varias pessoas bastante interessantes q iam e vinham pelo mundo, exemplo do casal com seu filhinho q pela nona vez, fazia o percusso de serra talhada para Brasilia;perambulando de ocupaçoes rurais a urbanas, inclusive nos deu validas dicas de experiencia de viagem sem dinheiro, como ir atras de radios comunitarias, de igrejas... Depois q dormimos no albergue e nos tornamos amigos dos responsaveis do abrigo, fomos conduzidos por sugestoes deles a conhecer a casa de saude natural do bairro planaltina. Fomos na casa do casal( responsaveis do abrigo) e seus avos, lanchamos, tomamos cha, recebemos uma fita gravada de samba de raiz, da zona rural da regiao. fomos agradavelmente recebidos pelo pessoal da casa de saude, especialmente sueli, q nos mostrou como funcionava a casa; q nao era um internato, mas q atendia pelo bionergetico duas vezes por semana e fazia limpeza de ouvido com uma vela acesa, feita de pano de algodao com parafina; q lamentando-se do ouvido tampado, a ivania foi solicitamente atendida e gratuitamente por sueli. q ao nosso ver foi comprovada a eficacia, foi menos trabalho falar com a ivania,ate hj escuta bem desde aquele dia.rsrsrs
tivemos a partir dai, a informaçao da casa do bioenergetico( internato) em Jacobina, em seguida fomos solicitar uma participaçao no programa da radio e depois fomos atraidos por curiosidade, para ver uma experiencia de cooperativa e trabalho social do padre xavier, onde trocamos ideias e q tbm nos deu a contribuiçao mediante recebimento de material, de cem reais,de apoio ao ciclovida, mas alguns produtos alimenticios desenvolvidos naqueles setores.
em seguida fomos participar do programa da radio, onde divulgamos a atividade e q despertou a tençao carinhosa de pessoas da cidade, como tiago, entre outras. Anoitecendo fomos dormir no albergue novamente.
13 de setembro,
amanheceu o dia, montamos as cargas nas bicicletas, partimos rumo ao sitio baixa ( pau darquinho)para cumprir a promessa q fizemos a francisco, um rapaz q encontramos na feira de Capim grosso,de visita-lo. de inicio nao o encontramos em casa, invadimos seu espaço, fizemos comida, depois ele apareceu e ficou muito feliz em nos ver. dormimos por la, deu quarto, cama, tudo de forma bem gratificante.
Dia 14 de setembro,
saimos de pau darquinho com bastante saudade de seu xico, tivemos sua companhia ate a estrada. Batemos algumas fotos, com o mesmo e saimos rumo ao junco,onde tivemos contato com alguns populares como alexandre e rosemeire, diretora de um colegio local; chegando ali, fizemos um lanche e nos informamos do assentamento caissara, para onde nos dirigimos; andamos aproximadamente 9km e chegamos ao meio dia na casa de Maria Elza, q encontramos na feira em capim Grosso;ela ficou bastante surpresa com nossa chegada,meio desconcertada, nos apresentou ao presidente da associaçao, seu irmao Inacio silva, q por sugestao nossa, convidou a comunidade para um bate papo a noite, sobre a realidade das sementes. O q de fato, veio a acontecer, ficando muita gente apreensiva e interessada no assunto, inclusive dentro de culturas agroecologicasç pq ainda nao fazia parte daquela realidade. a noite nos dividimos, pois havia dois lugares para jantarmos,Bartira e Ivania jantaram na Maria Elza e seu companheiro Jenilson, e inacio na casa de Antonio e Dulce. depois de boas conversas noturnas, fomos dormir no Espaço q eles tinham a escola, onde fora cedido p gente, naquela noite. Deixamos naquela comunidade, uma parte da batata de inhame cara(q recebemos na comunidade de seu ze artur em nova olinda- ce),para Antonio e Dulce, q se comprometeram em repassar as sementes p comunidade. Maria Elza nos deu algumas sementes de alface e de pimentao, o q ela tinha de natural.
15 de setembro,
nos despedimos, tiramos algumas fotos,destacando as casinhas embrioes, modelos padronizados de agrovilas, de menos de 20m de distancia de uma pra outra, feito uma aldeia circular, em torno de uma caixa dagua.
Partimos rumo a jacobina...
rompendo uma estrada de chao, onde sai na pista principal; encontramos na comunidade do paraiso, fomos abordados, por alguem, conhecido como Jorge do pedal; q se reconheceu em nos, como ciclista, nos falando q tbm tinha sido peregrino do ciclismo, percorrendo todo o brasil; mas havia grandes diferenças de projeto entre nos e ele, a viagem do Jorge, contara com aparatos de grandes empresas e orgaos publicos e privados;pela natureza propria de sua campanha de anti- droga; sem questionar em nada a estrutura socio-politica e economica.Tomamos seu cafe oferecido e agradecemos; recebemos sementes de pimentao, alguns tomates e pimenta do seu quintal. Dai partimos, continuamos na estrada de chao e ja na chegada da pista principal; a sede nos fez parar diante de uma casa, e a partir dai q começa um encontro muito animador; na morada de Gilson carneiro, com sua experiencia agroecologica, orientada pelo MOC( Movimento de organizaçao Comunitaria, situado em feira de Santana, BA) e pelo IRPAA(Instituto Regional da pequena agropecuaria, situada em Petrolina, PE),O MOC ao mesmo tempo q trabalha com agroecologia, esta tbm dentro da campanha de estimulo a monocultura do bio diesel; este orgao opera em acessoria tecnico e financeira para comuinidades rurais. na localidade de jureminha do Paraiso; Gilson trabalha com sementes naturais e organicas, trabalha sem agrotoxico e sem fertilizantes quimicos, cria abelhas, porcos, galinhas e pretende fazer uma agrofloresta em seu minusculo espaço de terra,pouco mais de 1 hectare. A partir dali, nos familiarizamos com todo o pessoal da casa; Antonio JaKson,alan, Genilson, aline, rosemeire e seu companheiro Robson e o filhinho Juninho, pedro e tailane q são netos do gilson e marta maria, sua companheira. Gilson e alguns filhos divide-se quanto ao movimentos, uns estão no MOC, como o Gilson, e outros como Jacson, no MPA( Movimento da Pequena Agricultura); estes nos presentearam com sementes naturais de suas lavras; tomates, tomatinho nativo, tomate grande,tomate caja, alface, pimenta, melao, girassol preto, alho do reino, cebolinha, quiabos variados,mucunas pretas e amarelas e a noite concluimos com muitas historias, musicas, anedotas(causos)ate o sono bater, dormimos juntos com toda familia.
O q era apenas uma parada de praxis para beber agua, se tornou uma grande amizade e ficamos ate o outro dia.
dia 16 de setembro,
despedimos e rumamos a Jacobina,q estava aproximadamente 30km; chegamos meio dia, era dia de feira num sabado, visitamos a grande feira e seguimos com as indicaões sobre a casa de repouso( Hospital Natural), passamos na casa do tudo natural,uma cantina, e fomos informados da reuniao de cebs( Comunidades eclesiais de base)no dia seguinte. na casa de repouso fomos recepcionados por Danielson e murilo, q mediante nossa solicitação de permanencia por uns tres dias ali, estes consutaram os demais membros da casa e decidiram nos dar guarida. fomos informados q aquela casa funcionava sob uma organização cooperativista e acessoria das Irmas Alzira, Zidalia e joaquina, entre outras e como cooperativados, alem dos q nos recepcionaram, conhecemos a cristiane, alem de outras q fazem esforcos sobre-humanos, para garantir a existencia da casa. Fizemos amizade com internos, nos alojamos nas dependencias da casa, gratuitamente;encontramos algumas sementes de cafe,tomatinhos...
Domingo 17 de setembro,
participamos da reuniao da cebs, onde conhecemos as irmas,Zidalia e Joaquina as missionarias e missionarios Carlos e o AlBerto e pessoas das comunidades circunvizinhas. onde encontramos tbm a nice do assentamento alagoinha,em lajes do Batata e outro companheiro q nos deu uma semente de feijao raro, uma especie de mulatinho...

nossas consideraçoes.

Ola!
agradecemos a preocupacao de alguns individuos q sabemos q realmente se mobilizam, nao queriamos preocupar os q de fato fazem parte da construcao do ciclovida, pois sabemos q estes ja vem construindo a atividade desde o principio e nos parece q foram os mais sensiveis, pedimos desculpas pelo transtorno causado, mas e q temos sentido muita distancia de alguns coletivos e individuos q conheceram de perto o projeto ciclovida em Fortaleza, e q mesmo depois deste alarme, nao se pronunciaram. Solidariedade p gente nao se materializa apenas em dinheiro, mas nos contatos, comentarios no site, e-mails.
Apesar de tudo, no hall dos solidarios, existem um grande numero q podemos citar, mas nao o fizemos, temendo cometer injusticas, pois podemos esquecer alguns nomes, pois sao incontaveis, considerando a solidariedade desde fortaleza a brasilia. Mas podemos citar alguns q estao direta e constantemente ligados, mesmo correndo o risco;
Joana, Andre, pedro, phellipe do cmi, o grupo caricultura do assentamento do Salgado em pentecoste, fram, ligia,margarida, joao paulo do ACARAPE, camilo, sandino,bruno, geraldo mota e lucia, danubio, graça e luciene, ruth e belchior, prof.edisom, joao elias,ronald e conceiçao,matheus feinstein...
com certeza cometemos injustiças, mesmo q involuntariamente e sem proposito, de de repente estar esquecendo alguem, mas...acontece assim de vez em quando.
abraços!
Ciclovida.